Veja numa questão real do ENEM, em três passos.
Uma escola sorteia uma vaga. Cada aluno põe cartões com o seu nome numa urna, e quem é mais velho põe mais:
Qual a probabilidade de o sorteado ser do 3º ano?
“Errou. Estude probabilidade.”
DABC“São 450 alunos, 100 do 3º ano: 100 em 450.”
LeituraO sorteio é de cartões, não de alunos. Precisa treinar: achar o que a pergunta pede.
“Cartões por aluno: 1 + 2 + 3 = 6. O 3º ano tem 3 de 6.”
LeituraEsqueceu quantos alunos tem cada ano. Precisa treinar: usar todos os dados do enunciado.
“São três anos, então cada um tem uma chance em três.”
Ideia erradaGrupos de tamanhos diferentes não têm chances iguais. Precisa rever: probabilidade.
“São 800 cartões e 100 alunos do 3º ano: 100 em 800.”
ContaEmbaixo contou cartões; em cima, alunos. Precisa treinar: conferir se a fração conta a mesma coisa.
Só a Bia precisa estudar probabilidade de novo. Os outros três sabem a matéria: tropeçaram na leitura ou na conta. Por isso, na Trama, cada um treina uma coisa diferente.
Conte os cartões na urna: 200 × 1 + 150 × 2 + 100 × 3 = 800 cartões.
O 3º ano tem 300 desses 800 cartões: 300/800 = 3/8.
Na escola, cada matéria é um galho separado. Na sua cabeça, tudo se liga, como um rizoma: a raiz do gengibre, que se espalha para todo lado.
No seu mapa: cada ponto é uma das 120 habilidades do ENEM; cada linha, um dos 5 eixos que atravessam todas as provas.